sexta-feira, 18 de março de 2011

Começo, meio e...

     O que é que vem depois do começo e do meio? Não sei bem o que se encaixa, após vírgulas, ponto-e-vírgula e reticências. Eu sei sobre os travessões, aspas e parênteses. Se bem que, para mim, também sei sobre o encaixe desordenado das palavras mais complexas e contraditórias que se aplicam num diálogo, seja escrito, seja oral, seja telepático - é, há o telepático, aquele que a gente olha, não fala, mas, sente que o outro que lhe vê, compreende o que se foi dito. Mas, afinal, o que tem a ver tudo isso? Bom, é simples. Talvez, não tão simples, mas, não é tão complicado de se ver. O que eu quero dizer é... Na verdade, não sei direito.
     Não sei ser metade, não posso e não quero ser metade. Quero ser inteiro, quero ser todos os pedaços juntos. Não me alimento dos "talvez", quero "sim" e quero "não". E se for pra ser, infelizmente, seja. Mas, sobre o querer...é este que não me deixa dizer sobre o tal que resta a partir do meio. Escrever é o que me resta, quando são perdidas palavras entre um soluço e outro, ou entre um único soluço sem intervalo. Nisso, você se depara com, talvez, algo que você não queira, mas, que completaria o texto que começou a ser escrito, mas, foi surpreendido pelas reticências, que o tornaram interminável, até certo ponto, é claro. Dor e medo, é isso que as reticências parecem querer dar a nós. E o pior? A única pessoa a quem pode lhe salvar é a única que não vai dar o braço a torcer, porque não quer voar enquanto não tirar os pés do chão. Um abraço poderia mudar tudo, talvez. Um abraço e só. Porque algo poderia ter sido evitado, mas, não foi. O abraço pode salvar algo ainda. Senão, qualquer detalhe doce pode salvar o gosto de fel, o amargo. E depois de tanto, cadê o tal abraço? Talvez, ele não reúna tudo aquilo que foi quebrado, com todo o vocabulário de léxico amargo, mas, pode amenizar o que já foi pedido há muito.

quarta-feira, 2 de março de 2011

Abstinência.

     Contra fatos, não há argumentos. E, a cada dia, se torna maior o fato e, surpreendemente, é grande o argumento da falta. Ela, é aquela que nos causa dor, solidão, carência.  Nos tornamos depressivos, anônimos ou não-anônimos, ou sei lá o quê. Por quê? Atenção, cuidado, carinho. Na verdade, é a busca pela demonstração muito bem explícita que nos deixa insatisfeitos, se por ventura não a acharmos. Mas, e aí, o que fazemos? Nos isolamos, nos entristecemos, falamos o que sentimos, sentimos o que falamos. Algumas vezes, pode até haver retorno. Este, regado de esforço, consagrado pelo arbítrio de tomar uma atitude e tomá-la, mesmo. Mostrar a que veio, mostrar o que se quer. Porém, o retorno pode ser temporário e, quem sabe, inotável, atemporário. Sem tempo, sem notoriedade, sem retorno.
     A verdade é que, quando nos sentimos em falta com algo ou alguém, queremos repôr aquilo que tinhamos, com toda e qualquer forma. Contrariando búzios, tabus, astros, mapas, destinos e planos, só queremos. Queremos e fazemos. Ou só queremos e...queremos?! É. e neste ponto, nos chegam, nostálgicos, pensamentos memoráveis de um passado, talvez, não muito distante de nosso presente, mas, ainda distante. Nos colocamos num anexo de sensações, sentimentos, medos, anseios, dúvidas e dívidas, e estamos cá, entre esse anexo desesperado que pede socorro, que pede volta, que implora aquela platéia inteira num só corpo, num só ser. 
     Nostalgiando fatos, sentindo saudades das antigas impressões e sensações. Nostalgia das ligações, onde se passavam horas e eram gastos todos os créditos dos celulares da casa por você; das que te acordavam, pra obtenção de um eu te amo , que faziam de você a pessoa mais feliz do mundo; pela importância que você carregava; pela aflição que estendia ao não aparecer ou a estar triste, fazendo pedidos de desculpa aparecerem; dos momentos em que você podia ser o centro do mundo, para o seu mundo; das feitas só para que fosse dito um eu te amo; de se sentir amado, concorrido; de se sentir único, insubstituível; das que podia-se ouvir tô com saudade de você ou senti a sua falta hoje; das mensagens a cada minuto, que te faziam acordar e dormir, sorrindo; das declarações; dos apelos; da besteiras; das vergonhas; dos mistérios; dos minutos bem somados de pura euforia, quando você se sentia importante, por estar sendo sempre lembrado que era importante; das juras; das descobertas; dos segredos revelados; dos limites; da compreensão, paciência e calma, dadas por amor ou por medo de perder o tal dito cujo; das demonstrações calorosas ao pé do ouvido, ao vivo ou ao telefone; das longas e longas conversas, dos sonhos, dos planos; das batidas tão aceleradas quanto a respiração ofegante, só ao ter algo em vista; das surpresas; das visitas inesperadas; dos obstáculos; das ultrapassagens; de tanta coisa, que parece canela em pó, deslizando em inacreditável lembrança. Enfim, saudade de um começo. Não qualquer começo, mas, do tal em que era calor e calor, próximos, sem a chance de segundos de ventania gélida, de circuitos de palavras frias soltas ou, até mesmo, pelos metros entregues à uma distância compromissada necessária, nada falha quando o assunto é nostálgico. A falta, por si só, sendo símbolo de necessidade, sendo sinal da própria falta de se ter em memória a todo tempo, como era tido. Saudade de um beijo num fim de tarde com um olhar, com uma palavra, com um beijo. Saudade dos momentos em que amor era dito em sussurros e era só nossa a mostragem. Saudade. Apenas, saudade.

sábado, 26 de fevereiro de 2011

A valer tal valor.

     Nós, humanos, somos complexos. É, somos fracos, estranhos,...ou, como preferir, apenas humanos. Sabemos que podemos ferir, sabemos que podemos magoar, mas, e daí? O fazemos, às vezes, sem nem nos remetermos ao pensamento de culpa ou de peso em alguma de nossas chifrins e inabaláveis consciências inconscientemente inconcretas. Transformamos nossas vidas numa novela mexicana. Queremos calma, se temos drama. Queremos drama, quando temos calma. Não sabemos o que queremos, ou ao contrário, sabemos o que queremos e o que é, por nós, almejado é só o poder da cena, o poder do ato, o poder da complexidade e da interação com a adrenalina. É assim em qualquer momento. Quando se está tudo bem, é que "o circo pega fogo" e a audiência sobe.
     Há uma consequência comum entre os nossos atos não tão bem pensados. Tal consequência, que aspira a ser como uma mania, algo bem parecido com o TOC, o danado do Transtorno Obcessivo Compulsivo, que tantos falam, e não percebem que podem ter, em pequenos atos. Do que falo? Ah, estou rondando no mesmo assunto, se quiser saber... Falo de nossa mania inpensada de colocar o agir antes do pensar, e pensar com mais calma, de uma forma distinta, só bem depois, ou talvez, nem depois refletimos. E é esse nosso TOC em comum que nos faz depreciarmos o que temos, o que amamos, o que queremos. Deixamos de atuar como se aquilo não nos valesse o que vale, como se não merecesse um tratamento diferente do que estamos habituados a, malcriadamente, darmos ao tal. 
     Não sei ao certo, porém, ao que me parece, nós sabemos que, dependendo da gravidade da coisa, podemos perder tudo por um triz. Podemos perder por culpa de um silêncio, de uma palavra solta que se perde, de um tom dissonante e, tudo isso, por não percebermos, simplesmente, que aquilo pode nos escapar das mãos. Nada nos faz notar que aquilo que, às vezes, desmerecemos é o que nunca poderá ser substituído por nada, mesmo que nos engane a aparência. E, no final de tudo, o necessário aparece deslumbradamente, num passe de mágica: passamos a querer, passamos a almejar, passamos a valorizar. Afinal, apenas, porque corremos o risco de perder ou, infelizmente, nós perdemos. Estampado, em testa, fica para sempre, em negrito. É, então, olhar pro lado e não ver nada ,que há um "eu quero". Mas, nem sempre, é esse o momento. E o drama dá todo o aspecto de clímax à novela mexicana, o ponto mais alto e, para um lado, o mais profundamente raso: a perda.     Sabe qual o pior? Parece mandinga, buzú, macumba...mas, ao perdermos, notamos: eu deixei ir embora. Eu fiz ir embora. eu perdi. E já dizia Renato Russo: É preciso amar as pessoas, como se não houvesse amanhã. Porque se você parar pra pensar, na verdade, não há.

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Abalo sísmico.

    É como um abalo, um terremoto. Tudo vira e cai sobre você. Uma dor, uma perda,...e lágrima passa a ser mera formalidade. Gritos intercalados por soluços. Palavras intercaladas por lágrimas. E sussurros intercalados por silêncio. Pior que qualquer coisa, que qualquer murmúrio. Tendo em vista um vulcão, pode ocorrer uma erupção a qualquer momento, é só deixar a lava esquentar. Mas, a questão é: o que dói não é a quantidade de punhaladas, mas, o tamanho e por quem lhe feriu. Minutos, horas, talvez, mas, de puro sadomasoquismo. Momento de uma tal simpatia a sinestesia,  tendo vínculo o paladar e a visão, de alguma forma. Podemos falar que sentimento é um sentido vital? Se sim, ele também entra em sinestesia. O gosto salgado corre pelos olhos, desce a boca e se desvaire pela cobrança abalável da pulsação cardíaca. Ideais, escrúpulos, medos, amor e confiança, tudo em jogo, por um deslize, por uma "bobagem". Certo, nem tanto assim. Proteção demais dada... Nenhuma bobagem! Quer dizer, bobagem do ato, sim. Uma mudança, então! Por favor, uma mudança! Pode até não ser dita com todas as palavras, mas, para um bom entendedor, olho no olho basta, e tantas palavras, então, são o suficiente, pra se saber quais os tipos de mudanças são esperadas. Espera-se a retirada desse gelo, para não haver mais gritos, para não haver mais avalanches.  Espera-se a real mudança, a mudança que quero ver. Esperamos que seja feito aquilo que você faria e que, talvez, já tenha feito várias e várias e várias e incontáveis e muitas e mais várias vezes. O que há de ser feito, consciência, por isso que não falamos, mesmo que saibamos que possa ser feito ou não aquilo que exatamente queremos. Mesmo sem dizer, é dito e você sabe o que é do agrado e o que pode salvar tudo, senão, diferente de fazê-lo, é quando pode vir erupção, avalanche, terremoto. Coisas que podia ter evitado com uma única escolha, modificando tudo, melhorando tudo.  E no fim, uma escolha...sua escolha.

sábado, 19 de fevereiro de 2011

O que é amor?

     Não sabemos, na realidade, o que significa "amor", até que ele surja. Certo, podemos confundir amor com a famosa paixonite aguda, esta que é a principal e incontrolável culpada pelas lágrimas aborrecentes alheias derramadas em "dia dos namorados". A gente sabe que não é amor. E a gente sabe porque amor de verdade não exclui o amor-próprio. E, só há amor entre duas pessoas, quando há amor entre uma pessoa e o seu "eu", primeiramente. Na real, você só entende o que ele significa quando, "do nada", você conhece alguém que faz você se sentir bem, sendo você mesma; que sorri quando você ri; que manda flores, sem nem saber se há chances; que joga algumas coisas pro alto, por você; que briga por você não cuidar da saúde; que olha para a frente, com você do seu lado; que lhe fala "eu te amo", olhando bem nos olhos, firmemente; que sente uma pitadinha de ciúmes; que liga pra ouvir sua voz de madrugada ou que liga pra que você o ouça; que faz você ver o jogo do time rival, torcendo pra que ganhe, só pra vê-lo sorrir; que faz você mudar a rotina, perder a cabeça, andar na linha, perder o sono, sentir saudade; que lhe dá a confiança necessária para que não duvide de seu caráter e comprometimento; que lhe faz ser leal, não só por ser, mas, por gostar de ser; que lhe faz surpresas lindas; que deixa de fazer qualquer coisa só para dar um beijo; que não teme o futuro ao seu lado; que faz você ficar acordada para vê-lo dormir; que lhe encaminhe a fazer coisas que jamais faria, nem só nem com ninguém; que faz você ficar magoada tanto quanto ele, após uma discussão; que faz você desligar e ligar pro telefone, logo depois, pedindo desculpa; que faz você chorar em pensar em perdê-lo; que faz você chorar, de tanta felicidade, por tê-lo em sua vida; que lhe faz querer apresentá-lo à família e amigos, e que faz o mesmo com você; que liga pra dar "bom dia" e que briga por você não ligar, dizendo que não liga mais, mas, liga sempre; que faz você ser linda e desejada, mesmo nos dias de tpm ou quando você acabou de limpar a casa; e ele será tão perfeito, que até os que vêem por fora, dirão: "é ele".
     Uma coisa que cada uma de nós deveria aprender é que, não, o príncipe encantado não virá num cavalo branco, a não ser que seja cavaleiro ou sei lá o quê. Deveríamos aprender que, sim, é quando o príncipe surge, sendo até de busão ou a pé, que caem todas as suas fichas e você enxerga algo que jamais enxergou e sentiu. E "o que é o amor?", se torna uma pergunta retórica, que você aprende a responder numa fração de segundos, sem hesitar. Ele lhe faz responder.

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Contra a maré.

     Como se a velha história de espelho quebrado trazer má sorte por sete longos anos desse certo, a maré de azar parece correr em efeito dominó. Passamos sob a escada, pelo gato preto, quebramos o espelho, entramos com o pé esquerdo em algum lugar, não desviramos o chinelo, estamos numa sexta-feira 13 e podemos ter nos esquecido de bater na madeira por três vezes, para evitar o azar. Porém, não.
     Deixamos que as coisas aconteçam e não nos damos conta de tal coisa ou gravidade da mesma. Com aquele famoso "jeitinho brasileiro" de deixar tudo para lá, nós realmente deixamos e, mais tarde, sofremos tais consequências. Ao invés de evitarmos problemas ou de resolvê-los, evitando outros maiores, deixamos, levamos com a barriga. Mas, sabemos bem que é a forma mais errônea de agir, já que sempre nos levamos a fazê-lo e sempre nos damos mal. Entretanto, fazemos.
     Descarregamos nossas energias em nossos atos, daí nos ferimos. Logo mais, estamos de frente com o mesmo obstáculo que não enfrentamos anteriormente. E quando olhamos para o lado, pensando que estamos sós, é quando nos surpreendemos: aqueles nossos amigos estão sofrendo com o mesmo. Pois, é. Seja maré de azar, zica ou o que quiser chamar, é o que for. Mas, parece ser um mal necessário para que a gente possa crescer.

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Apenas mais um Ps.

     Todas as madrugadas, quando dormiam juntos, ela acordava, como num sopro. Parava por um instante, olhava-o e voltava a dormir. Por todas as manhãs, ela era quem acordava primeiro, só para observá-lo, mais uma vez, antes de despertar. Quando os cílios dele tornavam-se trêmulos, fechava os olhos, como se ainda dormisse, e ele acordava, chamando-a logo. Ela "acordava" e saía do quarto, deixando a porta entreaberta, para que ele passasse por lá e a visse na cozinha, como em todas as manhãs, após seu banho. E, ao ir ao quarto, achava, em qualquer que fosse o lugar, um bilhete que o fazia sorrir todos os dias. Sim, todos os dias. Bilhete, este, que era tão mais valioso que os próprios topázios e esmeraldas e diamantes e pérolas e jades e jaspes e rodocrositas e rubis citrinos e turquesas e quartzos e opalas e granadas e brilhantes e águas-marinhas e ônix e ágatas e ametistas. Era bem mais, até. Mais e ainda mais e mais e mais. Lá, não sabia ainda o que havia, já que era como um segredo de casal, que só poderia ser quebrado após algum rompimento. E houve um rompimento...na vida dela. Então, fiquei sabendo exatamente o que era que o fazia sorrir todos os dias. Ele me prometeu não contar até um segundo rompimento, mas, houve, então... Era o típico. Era o rotineiro. Era, apenas, o perfeito. E como o era!   
     Todos os dias, era escondido um bilhete vermelho, que ele encontraria e leria, como se nunca tivesse lido. Só que, há algo que não entendia muito bem... Lá, nos bilhetes, havia sempre a mesma frase, com a mesma letra, sempre. O que eu não entendia, até certo momento: "Por que ele procurava todos os dias por um novo bilhete, igual a todos aqueles bilhetes que guardava, há tantas anos?"    Ele nunca me respondeu. Na verdade, o que me respondeu foi a caixa de bilhetes. Foi necessário ler dois bilhetes: um, que era vermelho, como todos os outros, e o outro, era um branco - o último bilhete. O primeiro, dizia: "eu te amo". Já o segundo, dizia: "Pela última vez que lhe escrevo, repito: eu te amo".  Era o típico. Era o rotineiro. Era, apenas, o perfeito. E como o era!              E foi a partir daí que compreendi quase tudo. Porque tudo, mesmo, só passei a compreender quando encontrei alguém que fazia questão de ler meu "eu te amo" todas as manhãs e sorrir,  como se também dissesse me amar.

E, apenas, mais um Ps.: vale à pena fazer alguns sacrifícios, todos os dias, para ouvir "eu te amo" e dizer, sorrindo, não só "eu também", mas, "eu também te amo".

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Infinito.

     Havia um tapete no chão. Um tapete de pétalas vermelhas, mortas, de um buquê que recebera há uma semana atrás. Quer dizer, havia passado pela cor vermelha... um buquê de rosas vermelhas, que por desgaste e falta de oxigênio em suas raízes, envelhecem e se tornam secas. Mortas. Porém, a morbidez das rosas vermelhas era tão indiretamente proporcinal ao sentimento que carregava... e era por isso mesmo que as flores continuavam lá. Porque ela não conseguia parar de olhá-las com a serenidade que olhava todos os gestos daquele que lhe enviara o buquê e nem queria desperdiçar nenhum momento sem pensar neles. Até porque, o mesmo buquê murcho era a mais simples e pura representação do que se chamaria "amor". Era só esperar mais um pouco, era só esperar mais um pouquinho. Pois, percebeu, entre as rosas, mais um pedido. Ali, havia um anel. Certo, não era uma aliança de casamento. Por favor, não! Claro que não era... era uma de compromisso. Sabe o que é mais engraçado? Ela sempre achou isso uma baboseira, mas, naquele instante, era diferente. Era a baboseira mais linda e mais desejada por ela. Era a forma mais doce que ele havia dito, sem verbos, que era ela a mulher que ele se envolveria e estaria comprometido para fazê-la tão feliz como ela o fazia. E foi, então, que perceberam: seria bem diferente, se quem as usasse fossem outros... eram só eles que importavam, um para o outro. De um para o outro. Ali, se casavam, um com o outro, ainda em namoro. E, ainda em namoro, aquilo se cruzaria com a eternidade. Passava a ser o sentimento infinito. A promessa havia sido feita e era tudo infinito. Um infinito tão infinito, que se tornara tão mais infinito que o próprio infinito. E era só infinito.

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

2011.

     Se há algo a dizer neste exato momento, é: "Se tu lutas, tu conquistas".     Usando esse raciocínio, há uma segunda coisa a ser dita: Eu conquistarei.

sábado, 22 de janeiro de 2011

Nublado.

     Era assim que estava o dia. Nublado. E nublado também estava seu coração. Seu dia e seu coração estavam em uma harmonia perfeita de desarmonia. Chuva. Finalmente, a chuva. Não meramente a chuva lá fora da casa, descarregada pelas nuvens, mas, também, a chuva de dentro, descarregada pelos olhos. Era chuva, era trovoada, era noite, estava frio, estava triste. Havia perdido tanta coisa com tão pouco tempo, que mais litros de água pareciam tocar o chão e fazer com que se perdesse, além de tudo o que já perdera anteriormente. E o peito? Ah, o peito... estava carregado de dor, de chuva, de trovoada, de raio. Peito nublado, coração chuvoso. Era tal como um vampiro, atacado por um caçador que pusera uma estaca em seu peito, o fazendo perder um vida já perdida há tempos. Ela estava tão cansada...tão, tão, tão, tão cansada, que o cansaço servia como uma cura ou como um alimento e, talvez, até como um antídoto ou algo mágico. O que sei é que, naquela noite, ela teve um sonho que mudaria sua vida para sempre. Ela sonhou que o que jurava ter perdido nunca se perdeu, só não estava tão presente visualmente. O que julgava ter perdido, estava ainda mais próximo dela, como um amuleto, ou melhor, como um anjo.  Amanheceu o dia, mesmo com toda aquela chuva. E a chuva a ajudou a adormecer outra vez. E ali estava um anjo. Ali estava o seu anjo.

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Perda.

     Desta vez, não é literatura romântica, simplesmente. O que venho a escrever é mais, bem mais do que textos e palavras bonitas que revelam um amor platônico ou um amor concreto entre um homem e uma mulher ou, até mesmo, as minas famosas críticas sobre o cotidiano e sobre o mundo paralelo da fantasia e do real de cada um. Certo, é sobre amor. Mas, esse é um amor diferente. Amor amigo, amor leal, amor verdadeiro, amor concreto, ...
     Aos meus 7 anos de idade, no ano de 1999, mais precisamente, ele me veio como presente. Ele havia chegado num momento de crise, num momento necessário. As coisas não andavam bem, quem mais amava estava doente por questão da campanha política enfrentada e vieram as malditas provas de fim de ano, que não podiam ser feitas com tanta dedicação, já que estava dedicada aos problemas do momento. Mas, quando ele chegou, abrilhantou tudo. Eu e meus dois irmãos nos aproximamos dele, nos juntamos e esquecemos as mesmas mazelas que nos atormentariam durante 12 anos seguidos, sem nenhum dia de descanso.
     Passavam-se os dias e quando eu abaixava a minha cabeça por algum motivo, lá estava ele, me dando força de alguma forma, seja com as brincadeiras ou com a incrível mania de passar para mim o seu entendimento apenas pelo olhar. Sim, ele me compreendia. E com essa compreensão, foram-se passando os anos e ele foi envelhecendo, assim como eu. Eu tinha um melhor amigo, havia adotado como irmão e como meu apoio silencioso, em más épocas. Com a correria, a gente passava pouco tempo junto, mas, parecia ser o bastante para que ele nutrisse o amor que tinha por mim, assim como nutria por ele. Eu o chamava, ele vinha correndo pra perto de mim, sentava e ficávamos nos olhando por tempos. Era sempre assim, e ele nunca parecia achar ruim, muito pelo contrário, ele parecia ficar feliz só em poder estar perto, e isso me fazia um grande bem. Foi assim sempre, até que...
     Era 11 de janeiro de 2011. Não faz muito tempo, mas, parece. Ele já vinha andando fraco, sem apetite e sem algum ânimo. No outro dia, logo pela manhã, colocamos por perto a nossa Sofia, que ele tanto amava. Ele só reagia com um olhar, uma respiração ofegante e um gemido fortemente doloroso, que era o cartão postal de seu sofrimento. Era como se a Sofia soubesse... ela chorava e chorava e chorava e tentava correr pra ele, mas, eu a segurava por medo de que, por seu êxtase em vê-lo, o machucasse. Porém, pensando agora, acho que eu o estava machucando por não deixá-la por perto como queria. A levei para fora do quarto, fiquei o olhando e ele parecia querer me dizer algo, como "traga-a de volta, eu preciso olhá-la, preciso dizer que a amo". Nesse intervalo, o médico chegou. Da mesma forma em que o encontramos e que o vimos pela primeira vez, lá estávamos nós, os três irmãos do lado dele, torcendo e chorando por ele. De repente, após alguns minutos e tentativas, uma voz pergunta: "ele está respirando?"... Silêncio. Logo, soluço. Choro. Perda. Ele se foi. Ele, realmente, se foi.
     Agora, não há jeito nenhum de trazê-lo de volta ou de recompensar as malditas horas em que não o via, em que não estava ali persente do seu lado, nem que  fosse para estar com o nosso silêncio, como das outras vezes. Vejo que as horas que nos olhávamos não foram o suficiente para que eu pudesse passar pra você o quanto te amo ou o quanto sempre tive meu melhor amigo em você. Meu amor, meu amado, meu amigo. e assim como eu disse, esse é um amor diferente. Amor amigo, amor leal, amor verdadeiro, amor concreto, ...amor canino. Você fará uma enorme falta aqui, Dunga, meu Dunguinho.

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Ponte.

"Amor é quando você fala para alguém algo ruim sobre você mesmo e sente medo que essa pessoa não venha a te amar. Aí você se surpreende, já que não só continuam te amando, como agora te amam mais ainda."
(Mathew, 7 anos)


     É coisa nossa. É besteirol nosso, que se comprime e que se confunde. Passamos a descobrir que não são erros nem defeitos que tornarão ocasião o caso de "desapaixonar-se", seja lá de que forma isso for compreendido. Porém, estamos de encontro com a parede, estamos contra o muro. Porque, existe o contrário do contexto da coisa... a gente realmente se apaixona pelos erros, pelos defeitos, pelos problemas, pelas situações constrangedoras,... a gente se apaixona porque, além de tudo o que o outro tem de bom, tem de ruim e esse ruim, para nós, é bom. Bem contraditório, não? Mas, é assim mesmo. É assim porque a gente só sabe se ama quando é o outro o único que sabe exatamente te magoar com quase nada e que sabe te fazer sorrir só por estar vivo. O problema é que, mesmo sem pôr em alguém, alguém tem nossa felicidade. É seu sorriso que deposita nossa felicidade, nosso amor. E o sorriso é a ponte para ser feliz, para se ter felicidade, para se amar.

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Vestígios.

     Havia parado por um tempo. Peguei o violão dissonante e tentei-o tocar. Não saía nada. Não saíam notas. Não saía melodia. Apenas, saía algo parecido com um som em ocasião do Efeito Doppler. Não por questão das cordas sem sintonia do violão desafinado, mas, por mim mesma. Até o vento soava triste naquele instante. Liguei o rádio e passei a ouvir uma canção em que repetia por diversas e diversas vezes "Olhe o que você fez, fez a todos de bobo...parece tão divertido, até você perder o que ganhou". Era uma melodia depressiva, que entristeceria qualquer um que a ouvisse, mesmo sem atenção nenhuma, e que esfriava meu café forte e amargo.
     Estava sozinha. Não estava só por me sentir só, mas, me sentia só por não ter ninguém em casa para conversar, ninguém. Me sentia como uma bailarina cheia de gel de cabelo fazendo seu coque e sem sua sapatilha meia-ponta. Eu via todos os dias a pessoa que mais amava sem força nenhuma, como uma criança de colo, num berço frágil. Além disso, insegurança, brigas, dores, mágoas, falta de entendimento. Via alguém que, em minha infância, era tão forte e que, agora, precisava de minha força. Sinceramente? Não sabia como. Estava tudo errado cronologicamente e tantos "logicamente" que poderiam soar ao vento. Eu me acrescia de mazelas. O peito, amargurado, quase sempre estendia mágoa até meus olhos marejados. Perdi as noções de tempo, perdi sonhos, perdi forças, ganhei labirintos. E a verdade é que, quanto mais dores, mais dores. Mas, é só abrir a janela pra ver o Sol. Um vestígio de Sol.

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Riscos.

"Mas é preciso correr riscos.
Porque o maior azar da vida é não arriscar nada…
Pessoas que não arriscam, que nada fazem, nada são.
Podem estar evitando o sofrimento e a tristeza.
Mas assim não podem aprender, sentir, crescer, mudar, amar, viver…
Acorrentadas às suas atitudes, são escravas, abrem mão da sua liberdade.
Só a pessoa que arrisca é livre…
Arriscar-se é perder o pé por algum tempo.
Não se arriscar é perder a vida…"
 
(Kierkegaard)

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Norte.

     Por quantas vezes nos decepcionamos e jogamos tudo para o alto, inclusive a nossa fé? Temos a deprimente e lamentável mania de pensarmos que o nosso bem é feito a partir do que queiramos que seja feito, baseando-nos em nossas próprias idéias egocêntricas do que nos seria benéfico. Lamentalvelmente, somos humanos e, mais lamentavelmente, tendemos ao erro. Só que nosso erro não é o que faz com que aquilo em que acreditamos nos abandone. Aqui, eu falo do meu Deus. Cada um tem um deus, não falando no sentido religioso, mas, no literal, no sentido de crença e fé. Lembrando que ter fé, ter crença em algo, não é exatamente uma religião. Podem pensar que não é o mesmo deus, mas, peraí... o seu deus não é aquele ao qual você pede proteção, alívio, amor e saúde? Então, como é que o seu não é o meu, o dele, o dela, o dos outros? Vendo assim, por esse lado, acho que é sim.
     Falando religiosamente agora, eu creio em Deus acima de todas as coisas. É, neste momento pode soar egocêntrico por estar falando de minha crença, daquilo que é meu, mas, por também ser seu, passa a não tender tanto o egocentrismo assim como imaginou. E mesmo que com certo egocentrismo, digo: o meu Deus não me abandona, assim como Ele não lhe abandonará... Começo a falar-lhe sobre isso porque há algo que vem martelando em minha cabeça, porém, não quer sair de forma alguma e só sairá se eu expressar. O que vejo é que nós temos uma crise sempre que nos deparamos com uma situação de risco, uma situação em que envolve muitos obstáculos e, por isso, ficamos descrentes daquilo que sempre tivemos bastante fé. É aí que vem a minha e, talvez, sua religião... dizemos que Ele nos abandonou, mas, ao passarmos da fase, vemos que Ele estava, não ali, mas, aqui. E quem abandonou quem, afinal? Fomos nós. O nosso Deus nunca nos deixou, pelo contrário, é por Ele que vamos para frente, para o norte. Ele é o nosso norte.

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Insônia.

     Eram cinco da manhã. Ela havia revirado os lençóis. Havia revirado a cama, o colchão, o pensamento, os ares, tudo. Havia esperado uma manhã que quase não chegava. Não chegava. Porém, chegou. O céu abriu, juntamente ao nascer do sol. A lua adormeceu, o sol acordou, ela permaneceu intacta. Permaneceu ausente de qualquer sensação que levasse a crer que o tempo teria passado, de alguma forma. "Que danado de tempo é esse?!", resmungava em pensamentos, sem ao menos notar que havia passado. Passou lentamente, mas, passou. O dia estava escuro, mas, era por questão de ansiedade, de espera, de notoriedade. A garota olhava pro relógio e, realmente, por ele, os ponteiros não andavam...estava desligado. Porém, foi num segundo que tudo mudou, pois, o galo cantou e o rádio tocou, por causa daquela programação de ligar numa hora exata, tal como um despertador. Ela despertou. Não despertou no sentido de acordar após uma noite bem dormida ou algo assim, mas, no sentido de acordar de um sonho, de uma paralisia que a tomava, mesmo que estivesse acordada. O motivo do despertar não foi o galo ou a hora marcada, mas, a música que tocava no momento. Era tema de um filme que gostava, uma comédia romântica, mais precisamente. Ela escutou a letra, a melodia, a voz, tudo que podia escutar, como se fosse a primeira vez que a ouvia. Era como se fosse uma canção inédita, mas, não. Não era. Era uma canção velha, ultrapassada, que seguia o rumo do que havia sentido. Percebeu que não passava de sonho, um sonho real, um sonho de alguém que tinha acordado. Foi aí, então, que a música acabou. Foi aí, então, que a insônia passou. Foi aí, então, que a menina dormiu...às cinco da manhã do outro dia, quando o rádio cansou de dar replay, e quebrou. O telefone não parava de tocar, mas, o rádio quebrou. O rádio quebrou e o telefone não parava de tocar. Acordou. Atendeu. Desligou. Era só alguém querendo saber do tal do ''estar bem'' do qual ela já não ouvia falar há muito. E o telefone quebrou.

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Chance.

     No rumo em que as coisas são levadas, quase sempre - mais para o sempre - surgem obstáculos, barreiras e muros. Eles vêm sem aviso prévio, ou pior, há aviso. O problema é quepor várias vezes, levados pelo medo, nos despistamos e não vamos em frente. Ao invés de derrubarmos esses muros para ver e sentir o que há no próximo nível, fazemos neles pequenos buracos, e vemos o outro lado por uma pequena brecha, só que não notamos uma coisa: o muro ainda está lá na nossa frente e só sairá quando o derrubarmos. Para esses muros, nós precisamos de chances para derrubá-los.
     É aí que vem o papo de chance. Ter uma chance, dar um chance, enfim. Chance de lutar, chance de conseguir. Só se consegue, lutando. Só se luta, quando há chance para tal. E daí? E daí que todos necessitam de uma chance, pelo menos, em toda a vida. Certo, não só uma, mas, várias e várias e várias e várias e várias,...e várias chances. Porém, uma dúvida: por que dar uma chance? Por que dar várias chances? Neste instante, você é quem me diz.
    Falando por mim, talvez eu não seja digna de ter essa tal da chance, afinal, das minhas características, quem pondera são os defeitos e não as qualidades. Sou ansiosa; não durmo quando tenho algo para ser feito ou por não ter feito algo; sou nervosa, quando alguma coisa me afeta; paciente até certo ponto; medrosa, que finge ter coragem; atrevida quando o medo ataca; impulsiva, agindo pelo momento e não me segurando quando devo, fazendo ou falando asneiras; insegura; frágil demais, tanto que chega a ser enjoativo; às vezes, não falo nada com nada; chorona, do tipo que é a manteiga derretida escrita e desenhada, sem pôr nem tirar; às vezes, muito irracional, agindo sem pensar e sem pensar em agir já agindo; falo besteira, agindo como criança e rindo como tal; posso ser mulher, embora seja dependente... enfim, não preciso nem dizer escrever tanto, se me conhece assim e sabe que sou. Sãovários, sãoinúmeros os defeitos da pessoa que vos fala. Tenho vários problemas, tenho vários defeitos, não sou tão boa quanto deveria e nem quanto gostaria de ser, mas, é. Apesar das tentativas de não ser, eu sou, eu tenho e não sou. Certo, com o tempo, a gente vai minimizando e tudo o mais, só que vou continuar com alguns dos defeitos insuportáveis e é aí que a gente faz um balanço do que é realmente importante, do que realmente importa. Só se conhece o outro a quem se gosta, quando se convive e é convivendo que a gente aprende ou não a lidar. No caso, se sim, significa que há um ''gran finale'' para o filme. Caso, se não aprender, a tragetória muda, muda o capítulo do filme...ou, há ainda um terceiro caso, que é o de o filme nunca acabar, porque o capítulo passa, mas, as personagens são as mesmas. Neste caso, acontece porque tem de acontecer e acontece porque há a chance de acontecer novamente. É, lá vem a chance outra vez...
     No mais, é simples: há uma situação, há um muro, há um outro lado e há duas pessoas. UMA situação, UM muro, UM outro lado e DUAS pessoas. Vence quem está junto, vence o mais forte, e é o mais forte quem se une num só, quem junta suas forças para enfrentar os desafios. Até porque, eles não são nada quando se jura um ''para sempre''. O ''para sempre'' é posto em jogo agora, não nos momentos mais fáceis, porém, nos momentos em que o muro é maior, mais largo e mais resistente. Só que se resiste, realmente, o mais forte. O mais forte vence. Então, o que é mais forte? Ah! outra coisa que não disse ainda, mas, devo dizer agora...eu creio em príncipes encantados, em finais felizes, em amores eternos. Eu acredito, sim. E você, acredita? Talvez, não. Talvez, sim. Os finais felizes e amores eternos só se acham após quedas e muitos muros, verdade. Não sei se esse final pode ser feliz, mas, quem sabe? Quem é que sabe? Como é que se sabe? Quando se sabe? Quando houver aquilo que martelo há tempos, desde o título até fragmentos do texto: chance. Não há por que dá-la e, muito menos, eu tê-la...é uma questão de crença no que virá. É crença, é chance, é nada mais.


domingo, 7 de novembro de 2010

Fé, muita fé.

     Agora, os medos estavam mais pesados. O negativo nunca havia sido tão negativo. A ansiedade, o nervosismo, o anseio,...tudo estava aqui, sem nem querer que estivessem. E o que mais precisamos, neste momento? Fé! Porque uma etapa passou. Uma etapa cansativa, muito cansativa, já passou. E é só esperar, para que algo, talvez melhor, aconteça. É cruzar os dedos, é desejar, é orar e aguardar, que está vindo o que tem de vir. Porque o sonho pode estar próximo ou não. Mas, vai ser o que será. Sim, vai ser, ou não. Quer dizer, via ser, sim. Talvez, amanhã ou depois, mas, do agora, já vou saber. E o que tiver de ser agora, agora será.

sábado, 30 de outubro de 2010

!

     Por mais que queiramos, há sempre um ''mas'', um ''apesar de''. Querer não é conseguir, tentar não é ter. Tudo fica assim, sem chão, sem arreio, sem pé nem cabeça. Talvez, aquela mesma pessoa que te faça o bem, é a mesma que você não leva um bem suficiente. Sua incapacidade, imaturidade ou qualquer coisa que seja, não são motivos para fazê-la mal, então, faça bem pro seu bem...não faça quem você ama sofrer. Cresça! e pare de fazer tudo errado. Pare de deixar tudo como está. Pare de ficar todo errado e de fazer tudo errado. Isso mesmo, cresça e coloque quem você ama em primeiro lugar. Faça de tudo, para não perder. Porque, se perder, vai ser tarde demais. Então, bote os pingos nos ''is'' e faça um balanço. O que é que mais vale à pena: ficar só num dia de sábado, enquanto podia estar melhor, ou não? Quem você precisa para estar bem é o mesmo alguém que precisa de você.

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Juro.

     Deixei de acreditar em amor à primeira vista e em amores eternos, chegando até a jurar que jamais encontraria o que se chama de amor, pois, este seria mera ilusão, fantasia ou sei lá o que fosse.  Havia sofrido desilusões e não as queria sofrer mais, nunca mais! Eu não me apaixonaria mais e não mais sofreria, então! Mas, não. Não foi bem assim... Após um tempo de fazer o tal juramento, Deus veio me provar que eu deveria refazê-lo. Pois, a paixão poderia ser sinônimo de sofrimento, mas, o amor...o amor, não.
     A necessidade de falar e de estar perto todos os dias me tomaram, sem nem entender por quê. Mas, o por que apareceu após uma terça-feira qualquer, durante uma aula tediosa de matemática. Foi a partir do dia seguinte que tudo passou a crescer. E era quando tentava fugir que aquilo mais crescia. Porque para o amor, não há fuga. Não houve escapatória para mim, não houve escapatória para você. Nossos destinos cruzaram, nós nos cruzamos. E naquele instante, as ''crenças'' e aquele juramento, não passavam de nada, já este amor, passava de tudo. O nosso amor passou de tudo. 
     O que Deus me fez, naquele dia, foi te jurar amor eterno. Então, eu te juro. Te juro amor eterno, meu amor.